quarta-feira, 25 de abril de 2018

As comidas típicas da Índia

A comida indiana é uma das mais exportadas do mundo, popular por conta de seus temperos especiais e sabores exóticos. Tudo na culinária da Índia é pensado para atingir várias sensações do seu paladar, além de ser reconhecida facilmente por causa do aroma marcante.


Num país com 1.3 bilhão de habitantes, grande extensão territorial, várias religiões e influências de colonizadores, o que não falta é diversidade de ingredientes e receitas. Ou seja, para cada região do país, os indianos têm uma receita específica, um tempero especial ou até um nome diferente para  mesma coisa.



 

Masala, o tempero nacional:

A masala é o tempero que você vai encontrar em praticamente todas as comidas indianas. Trata-se de uma mistura de especiarias, de sabor e cheiro fortes, geralmente picante. O curry é a versão da masala nos países ocidentais, já que o termo surgiu pela primeira vez na culinária britânica para descrever a combinação de especiarias no tempero de carnes.

 
Especiarias que todas misturadas criam os temperos Masalas
 
Cada chef indiano prepara seu estilo masala, mas a combinação costuma ser dos seguintes temperos – mais de um, menos de outro, depende da região que você vai: anis, cardamomo, cominho, açafrão, gengibre, canela, cravo, noz moscada, pimenta do reino e pimenta branca. Não necessariamente a masala é apimentada, mas em geral vem acompanhada de pimenta ou chilli.
 
Tradicional mercado de rua de comida Indiana.
 
 A masala é um tempero do tipo ame ou odeie. Mas, se você gosta de curry, é quase certo que vai gostar da masala. E um sabor que tende a estimular diferentes áreas do seu paladar ao mesmo tempo, uma experiência culinária bem interessante. E na Índia você encontra tudo com masala, até ruffles ou doce.
 
Já para aqueles que não curtirem, resta repetir o famoso mantra: no masala, no pepper, no chilli toda vez que você for a um restaurante. Nem sempre vai dar certo, porque esse é o jeito de cozinhar deles. Numa comparação, peça para um 
restaurante brasileiro uma comida sem tempero de alho, cebola e sal. Vai ser uma tarefa difícil, a não ser que você procure os lugares certos ou peça por pratos específicos.
 
 

As mais populares comidas típicas da Índia

Essa não é a lista definitiva dos pratos indianos mais populares, afinal não seríamos inocentes de achar que temos a capacidade de definir isso. Mas, baseados numa boa pesquisa pela internet, levantamos alguns dos pratos mais comuns que você vai encontrar numa viagem para a Índia.
 
O pão está presente em quase tudo. Chamado de naan (mais fofinho e com sabor) ou chapati/roti (feito de farinha e água) ele costuma servir de talher e acompanha vários molhos e carnes. Arroz (rice) e lentilha (dal) são bases para várias comidas e servem tanto de prato principal como acompanhamento. O arroz costuma ser cozido ou frito. O Biryani é feito com masala, vegetais e alguma carne (frango ou cordeiro) marinada.
O arroz frito com vegetais, comum na culinária chinesa, é uma boa para quem quer evitar pimenta. Outra versão de comida chinesa na Índia é o chowmein, uma espécie de macarrão com vegetais, dá para pedir com ou sem pimenta, e que não tem masala. Já o dal é feito de forma parecida com o nosso feijão, pode ser comido com pão e em geral é bem apimentado.
 

Naan com fish curry

Rogan Josh

Butter Chicken
 
O frango é encontrado em diferentes versões. As mais populares são o Butter Chicken (temperado com manteiga e masala), Tandoori Chicken e Tikka Chicken (a mesma versão marinada no ioguete com especiarias, mas com e sem ossos, respectivamente). Kebab feito com carne de carneiro é comum. Outros pratos feitos com cordeiro e molho de masala são o Vindaloo e o Rogan Josh.
O thali é um prato que combina um tipo de pão e vários acompanhamentos, como arroz, vegetais, lentilha, molhos e iogurte (usado para quebrar a quantidade de pimenta que tem em todos os acompanhamentos). Outro prato que se come com diferentes molhos é a Dosa, uma espécie de panqueca bem fininha que acompanha chutneys (tipo um patê) doces ou apimentados. Nesse segmento também entra o Pani Puri, que é um bolinho de pão recheado com chutney e vegetais.
 
Biryani
 
Thali
 
 
Samosa
 
Pani Puri
 
Pakora é alguma coisa frita: pode ser o paneer pakora (queijo cotage frito), chicken pakora (frango frito), palak pakora (bolinho de espinafre frito), aloo pakora (bolinho de batata) e por aí vaí.  Mas o lanche frito indiano mais famoso mundo afora é a Samosa, uma espécie de pastel recheado com batatas, cebola e outros vegetais.
 
O chá, sem dúvida, é a bebida nacional da Índia. Não tem lugar que você vá que alguém não esteja vendendo o chai. O mais comum é o masala chai, feito de chá preto com especiarias, servido ou não com leite. Mas por lá você encontra praticamente todos os tipos de chá existentes. O café indiano é super ralo, mas é muito popular, principalmente no sul. Outra bebida comum é o Lassi, uma espécie de iogurte que pode ser combinado com frutas ou especiarias.
 
Masala Chai
 
 
Makhaniya Lassi
 
Fonte: Site 360meridianos 

terça-feira, 3 de abril de 2018

Confeitarias e Padarias

O termo confeitaria é utilizado para descrever o tipo de gastronomia baseado no preparo e decoração de diversos pratos doces como tortas, bolos, pudins e outros mais. A confeitaria também é conhecida como doceria e dentro dela existem inúmeras áreas específicas de acordo com o tipo de preparo, como por exemplo, as casas de chocolate.


Confeitaria com diversos bolos tipo cakes (aqueles fininhos).

Um pouco de história das confeitarias:

A confeitaria é uma atividade gastronômica que existe entre os homens há muito tempo. Muitas das sobremesas conhecidas hoje em dia são evoluções modernas de receitas antigas e muito comuns em diferentes regiões do planeta. Entretanto, a história da confeitaria ou doceria no caso se deve muito aos franceses, que ao longo do tempo foram modernizando e aperfeiçoando os paladares mais refinados e cada vez mais exigentes. Sem dúvida alguma, os franceses são considerados os reis dos doces devido à delicadeza e perfeição de suas receitas.

Confeitaria com bolos e tortinhas.

A confeitaria se baseia na preparação de pratos ou sobremesas que sejam doces. Neste sentido, podemos encontrar doces à base de diferentes tipos de massa (como os pudins, biscoitos, panquecas, bolos e tortas), assim como doces à base de cremes (como os mingaus), ou à base de frutas (como os sorvetes ou doces gelados). Na confeitaria, o uso de ingredientes como a farinha (normalmente de trigo), o açúcar, ovos e certas gorduras como a manteiga são essenciais. Assim, costuma-se introduzir aromatizantes e sabores específicos para cada situação, tais como as essências, frutas, corantes e muito mais.
Além da preparação, a confeitaria se interessa muito pela decoração e apresentação dos pratos. Isto não acontece de maneira tão notória com outras áreas da gastronomia, onde a confeitaria se deslumbra pelas cores, texturas e formas complexas. Em outras palavras, a confeitaria é talvez a área gastronômica visualmente mais interessante.

Sonho: O docê mais famoso em qualquer confeitaria que você encontre.


E que tal as padarias hein ??? Acordar pela manhã com um pão quentinho esperando por você é um daqueles prazeres que fazem a alegria de quase qualquer um. Chega a ser engraçada a forma como essa mistura de ingredientes simples pode fazer diferença no café da manhã. Mas você alguma vez pensou sobre como aquele pãozinho foi parar na sua mesa? Não estamos falando apenas do momento em que ele saiu da padaria, mas da própria origem destes locais.

Pão francês: alimento comum nas mesas brasileiras no café da manhã.

 
Um pouco de história das padarias:

É claro que a história das padarias é também uma história sobre o pão. Mas o alimento é tão antigo que mesmo os historiadores não sabem precisar a data de seu surgimento. Estima-se que tenha sido há cerca de 12 mil anos, na região da Mesopotâmia, onde hoje se localiza o Iraque. Porém, uma descoberta de 2010 coloca em cheque essa procedência: sinais de amido encontrados em pedras de moer de mais de 30 mil anos sugerem que o alimento possa ser bem mais antigo do que imaginamos.

 
 
Mesmo assim é importante lembrar que os primeiros pães eram bem diferentes do que conhecemos hoje: feitos de farinha misturada ao fruto do carvalho, eles eram achatados, duros e secos. Para comê-los, era preciso lavá-los diversas vezes com água fervente, para tirar o amargor. Depois disso, os pães eram assados sobre pedras quentes ou debaixo de cinzas. Essa  técnica foi usada até cerca do ano 7.000 a.C., quando os egípcios passaram a usar os primeiros fornos de barro para assar pães – e aí a coisa melhorou bastante.
 
"Pães", pertencentes à coleção do Museu de Agricultura do Cairo.
 
Até pouco tempo estimava-se que os locais de venda do nosso pãozinho ao público só tivessem surgido por volta do ano 140 a.C, em Roma. Mas a história do pão revela que as panificadoras podem existir desde o antigo Egito.
É o que sugere também uma descoberta feita por uma equipe de arqueólogos americanos em 2002, que diz ter encontrado a padaria mais antiga do mundo, no Oásis de El-Kharga. O local é datado de 3.000 a.C. e acredita-se que tenha sido usado pelos egípcios para produzir o chamado “pão do sol” – que, por sinal, é consumido até hoje na região. O espaço contava com bandejas, um forno e outros utensílios para a produção de pães. Por sinal, assar pão em grande escala parece ter sido a principal ocupação das pessoas que viviam por ali – e estima-se que grande parte do alimento produzido era usado para alimentar o Exército que passava pela região.
 
Ruínas do que parece ser a primeira padaria do mundo.

 
A participação dos egípcios na criação da receita é inegável. Acredita-se que foram eles que cultivaram o levedo para a fermentação da massa de pão – embora alguns historiadores sugiram que o fermento possa existir desde a pré-história. E, se os egípcios foram importantes na evolução do nosso pãozinho, a recíproca também é verdadeira. O alimento era tão importante para os moradores da região que o termo “ganha-pão” faria mais sentido do que nunca por lá: o salário de um dia de trabalho era pago com três pães e duas canecas de cerveja.
Apesar disso, foi em Roma que as padarias começaram a tomar forma, com a criação das primeiras escolas de padeiro e dos primeiros comércios de pão. No século II a.C, os padeiros gozavam de grande prestígio na sociedade romana, sendo até mesmo isentos de alguns impostos. No mesmo período, surgiu a primeira associação de padarias e panificadores de que se tem notícia. Acredita-se que muito do que os romanos sabiam sobre a produção de pães tenha sido absorvido da cultura grega, já que muitas padarias eram pertencentes a imigrantes gregos que viviam em Roma. E, com o conhecimento de mais de 70 receitas de pão, não era de se estranhar que a “política do pão e circo” tenha surgido por lá…
 
Ruínas de uma padaria da Roma antiga.
 
Com a queda do Império Romano, o comércio de pães passou a ser escasso e só voltaria a tomar força novamente no século XII, quando padarias eram instaladas nas ruas dos burgos e cidades. Foi também nessa época que a receita começou a se espalhar pelo mundo: na França, eram registradas uma variedade de 20 tipos de pães, enquanto a Itália seguia desenvolvendo novas técnicas de panificação. Na mesma época, na Áustria, o rei Henrique II passou a estabelecer medidas, pesos e escalas para o pãozinho.
 
No Brasil, a receita chegou para ficar por volta de 1835, no Rio de Janeiro, capital do país na época. Desde então, o nosso pãozinho francês (que por sinal é uma receita bem brasileira) é presença confirmada nas padarias de todo o país.
 
De lá pra cá, os fornos evoluíram muito: em 1872, os primeiros fornos à gás começavam a aparecer na Inglaterra, mas foi apenas em 1901 que o forno elétrico foi inventado, facilitando ainda mais a expansão da receita. Assim, por volta de 1915, as padarias começaram a passar por uma fase de modernização, com fornos e equipamentos especiais para produção do pãozinho nosso de cada dia.
Hoje, as inovações no setor são tantas que já existem até mesmo padarias testando drones para realizar a entrega de pães fresquinhos aos consumidores. Resta saber quais serão as próximas novidades para os apaixonados por pães.
 
Padaria e confeitaria.
 
 Fonte: abip.org.br
 

terça-feira, 13 de março de 2018

Cooking Fever - Padaria

Uma demonstração do game Cooking Fever para Android e Windows na padaria, onde o jogador pode assar deliciosos bolos, servir café expresso e lindos shakes.

Visite nosso canal do Youtube: Cooking Fever Brasil 

Praças de Alimentação

Uma praça de alimentação (em inglês food court) é um local dedicado em grandes superfícies (como centros comerciais, aeroportos, hospitais, universidades etc.), destinado para o consumo de alimentos vendidos por restaurantes contíguos, usualmente no sistema de comida rápida (fast food).


Um breve histórico dos fast-foods:

O hábito de fazer refeições fora de casa, embora não seja tão recente, fortaleceu-se ao longo do século XX, sobretudo ao ser assimilado entre várias camadas sociais, e passou a contribuir para uma difusão gastronômica sem precedentes. A alimentação doméstica, que representava a maioria dos eventos de consumo alimentar, começou a ceder lugar a práticas alimentares exercidas, com maior freqüência, para além dos limites da casa. Os restaurantes passaram então a constituir espaços privilegiados para a observação das mudanças no comer, orquestradas desde o século XVIII e acentuadas no século passado.

A alimentação vem apresentando mudanças geradas pela introdução de novos produtos e de modelos de produção em larga escala, o que afeta o mercado de alimentos como um todo e possibilita o surgimento de estabelecimentos dedicados a fornecer refeições. Esses estabelecimentos são organizados sob várias matrizes: não só atendem aqueles que buscam distinção ou divertimento em seu tempo livre, mas também servem aqueles que não mais conseguem retornar as suas casas para fazer suas refeições durante o período de trabalho, fenômeno especialmente agudo nas grandes cidades. Desse modo, ocorre uma proliferação de cantinas, refeitórios, lanchonetes, quiosques etc, e sobretudo, um modelo de restaurante que atende uma nova perspectiva: servir refeições rápidas com preços acessíveis.

Cantina italiana C que sabe em São Paulo - SP

A propagação do "comer fora" impulsionou-se fortemente a partir desse contexto favorável, gerado em meados do século XX, abrindo caminho para que esse hábito se tornasse cada vez mais comum, sobretudo entre pessoas provenientes da classe média urbana. O modelo fast-food encontrou uma forma de posicionar-se graças aos novos princípios de produção (poucos produtos, grandes quantidades, pouca elaboração, pouca mão-de-obra), oferecendo e distribuindo o mesmo cardápio em vários pontos de venda, com preparo e serviço rápidos. A combinação desses elementos reduziu sensivelmente os custos e permitiu a venda de refeições a preços mais baixos que os de restaurantes tradicionais. Esse modelo proliferou rapidamente, especialmente nos Estados Unidos, mas, a partir da década de 1970, começou a dar sinais de esgotamento, de modo que muitas redes voltaram suas forças para a expansão de suas atividades além dos limites norte-americanos. Durante essa fase, mais precisamente em 1979, o Brasil abrigou a primeira loja da rede McDonald"s, no Rio de Janeiro.

Restaurante da rede Americana McDonald's em uma praça de alimentação de um shopping center no Rio de Janeiro - RJ

Comer em restaurantes, no Brasil, já era um hábito relativamente estabelecido, conectado a transformações sociais mais gerais, paralelas áquelas observadas pelo mundo desde a década de 1950  e expressas no crescimento urbano, na expansão industrial e na incorporação da mão-de-obra feminina ao mercado de trabalho.

Número cada vez mais crescente de mulheres no mercado de trabalho, especialmente em restaurantes.

A partir da década de 1980, ocorreu um aumento na presença de shopping centers, que trouxeram consigo a semente do que, mais tarde, se tornaria um elemento distintivo e importante para esses centros comerciais: as praças de alimentação. Oferecendo uma concentração de restaurantes de comida rápida, as praças de alimentação ganharam extrema relevância, especialmente na década de 1990, pois passaram a ser tratadas como espaços capazes de atrair consumidores não só pela variedade de estabelecimentos ou pela comodidade e rapidez que oferecem, mas por permitirem conjugar, em um único shopping center, uma série de atividades, como compras, cinema e serviços, a uma atividade fundamental, o comer.

Praça de alimentação do Aurora Shopping em Londrina - PR


Praça de alimentação do shopping Itaquera em São Paulo - SP

Cooking Fever - Praça de Alimentação


Uma demonstração do game Cooking Fever para Android e Windows na praça de alimentação onde o jogador deve fazer hambúrgueres e cachorros quentes, colocar batatas fritas na fritadeira e servir Coca-Cola como opção de bebida.

Visite nosso canal do Youtube: Cooking Fever Brasil